“Todos os caminhos vêm dar à Serra do Montemuro”

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O Festival Altitudes marca o verão na Serra do Montemuro. De 14 a 21 de agosto há
espetáculos todos os dias na aldeia de Campo Benfeito. O Festival conta 8
espetáculos e 2 concertos. A fachada do Espaço Montemuro terá uma intervenção
artística por parte da artista Tamara Alves. A abertura do festival será com o
espetáculo “Futebol”, uma cocriação entre o Teatro O Bando e o Teatro do
Montemuro.
Venha celebrar o verão no Festival Altitudes!

Sobre o Teatro do Montemuro
O Teatro do Montemuro iniciou a sua atividade em 1990. Hoje a pequena aldeia de
Campo Benfeito “encravada” entre os montes, tornou-se um local de referência na
criação, difusão e programação artística. A existência do Teatro do Montemuro
situado num lugar inóspito entre caminhos que serpenteiam a serra do Montemuro
veio dinamizar a região, descentralizar as artes e proporcionar a estas gentes uma
oferta cultural de qualidade. O Teatro do Montemuro assume-se por obrigação e
vocação uma companhia itinerante. A companhia continua a apostar na criação de
textos originais e contemporâneos. O texto tem uma função fundamental, somos
em primeiro lugar contadores de histórias. A linha narrativa é a espinha dorsal do
nosso trabalho, mas a palavra não é a única linguagem dos nossos projetos
artísticos, continuamos a apostar em cenários, música, figurinos, luz, som e nas
diferentes técnicas teatrais. Tudo faz parte de uma linguagem complexa e absurda,
mas no final permite que o objeto artístico fale para diferentes públicos.

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

Programação Festival Altitudes 2021

[14 a 21 de agosto de 2021]
Sábado, 14 de agosto de 2021

21h30 “Futebol” Teatro O Bando e Teatro do Montemuro

Domingo, 15 de agosto de 2021
19h30 Concerto “Vazio” Gongori
22h30 “Nosocómico” Teatro das Beiras

Segunda, 16 de agosto de 2021
21h30 “O Tio Google” Palmilha Dentada

Terça, 17 de agosto de 2021
21h30 “Electra” Companhia do Chapitô

Quarta, 18 de agosto de 2021

21h30 “Ao mar” Nicho | Graeme Pulleyn [Estreia]

Quinta, 19 de agosto de 2021
21h30 “Mininu” Fernando Mota

Sexta, 20 de agosto de 2021

21h30 “A noite de Molly Bloom” ACTA – Companhia de Teatro do Algarve

Sábado, 21 de agosto de 2021
10h30 “Qubim” Trupe Fandanga
21h30 Concerto Galandum Galundaina

14 a 21 de agosto – Intervenção Artística no Espaço Montemuro por Tâmara Alves

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

SOBRE OS ESPETÁCULOS
Sábado, 14 de agosto de 2021
21h30
“Futebol” – TEATRO O BANDO E TEATRO DO MONTEMURO
M/12 | 90 min
SINOPSE
“O Futebol é uma viagem triste do prazer ao dever”
(Eduardo Galeano, in O Futebol ao Sol e à Sombra)
Bem vindos ao FUTEBOL-Espectáculo
De um lado, pela equipa do Vale, Né Fintas e Zé Passinhos assumem a teatralidade
titular. Do outro, Ed Cabeçadas e Bel Pontapé em representação da equipa da Serra.
Espera-se um jogo teatral competitivo onde a relação antropológica do ser humano
com uma bola e o papel social e politico do futebol moderno são as narrativas
tácticas em confronto.
FUTEBOL espectáculo tem a duração de cinco mil anos: inicia-se como um rito das
primeiras sociedades sociedades agrárias; transforma-se em competição na Idade
Média; modifica-se no encontro com os cultos míticos da América Central e do Sul
até se transformar no jogo moderno actual.
Neste jogo popular e erudito, a participação dos adeptos presentes na plateia será
decisiva durante todo o encontro.
EQUIPA
A partir do livro “História Natural do Futebol” de Álvaro Magalhães
Dramaturgia e dramatografia João Miguel Neca Jesus
Encenação João Neca
Música Jorge Salgueiro e Rui Souza
Cenografia, figurinos e adereços Rui Francisco e Maria João Castelo
Desenho de luz Paulo Duarte
Design digital Ben Kirman
Assistência de encenação Fabian Bravo e Miguel Jesus
Assistência cenográfica Carlos Cal e Maria Da Conceição Almeida

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Ilustração Ximo Abadía
Interpretação Abel Duarte, Eduardo Correia, Nylon Princeso, Raul Atalaia
Aplicação oficial do FUTEBOL – espectáculo http://bit.ly/aplicacaofutebol

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Domingo, 15 de agosto de 2021
19h30
Concerto “Vazio” Gongori
M/6 | 45 min
SINOPSE
GONGORI
“criar é simplesmente estar…
no vazio do todo
no todo do vazio
Sonhar é estar todo
……é estar vazio”
GONGORI é um conceito artístico que surge em 2019, de um profundo desejo
de emancipação e auto-sustentabilidade artísticas.
Assim, Gonçalo Alegre implementa/procura alcançar o desafio proposto a si
próprio – de criar e desenvolver um disco a solo e que, à excepção da produção
musical a cargo de Nuxo, representa um produto puro das suas competências
enquanto criador, performer e produtor.
O tema do disco surge de uma conversa com Pedro Branco, onde se reflete
sobre a origem e a existência de um ser, e de onde parte a premissa deste
projeto – criar é simplesmente estar… no vazio do todo, no todo do vazio, criar
é estar todo… é estar vazio.
De seguida, debate com António Sanganha sobre esta premissa, com quem
define a narrativa e cujo escreve o argumento para o filme que lança o disco. A
par, a esta nova proposta associa-se a vontade de criar novos laços,
fomentando novas relações profissionais, desenvolvendo novas formas de
expressão.
GONGORI é, de facto, um conceito artístico de Gonçalo Alegre, mas não se
prende exclusivamente à música. O mesmo propõe-se a abordar e desenvolver
temas/questões/assuntos através de uma expressão musical e fortemente
visual, o que lhe atribui um carácter difuso e altamente transmutável, com um
imenso potencial expressivo. É este dinamismo que permite então que
GONGORI não seja apenas um projecto, mas um conceito vivo, autónomo e
entusiasmante.

22h30
“Nosocómico” Teatro das Beiras
M/12 | 55 min
SINOPSE

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

De tempos a tempos, somos surpreendidos com alguém que se faz passar por
médico. Surpreende-nos o descaramento, a “perícia” e a capacidade de enganar
toda a gente, mas choca-nos que se possa brincar assim com a saúde dos outros.
No Teatro, por exemplo, podemos matar ou fazer adoecer qualquer pessoa, sem
que isso tenha algum mal. Pelo contrário, até pode provocar salutares gargalhadas,
como é o caso de Molière. Na Medicina, não. As pessoas podem realmente adoecer
e morrer.
Também há falsos engenheiros, falsos advogados, falsos padres, com falsos
diplomas, mas isso, estranhamente, não nos choca tanto. Há gente que chega
mesmo a votar neles. Mas, como diz Esganarelo neste espetáculo, médico é mais do
que um estatuto é uma missão.
No tempo de Molière, também houve a peste, a pandemia da época. Molière
satirizava os médicos e teria razões para isso. Nós, hoje, agradecemos aos médicos
e à Ciência que nos dão mais e melhor vida. Hoje, os médicos são diferentes. São
melhores.

A unir as duas épocas, fica o humor eterno daquele homem do teatro, a lembrar-
nos que a melhor terapia para todas as doenças é a Comédia.

Este espetáculo partiu de dois dos primeiros textos de Molière: “Médecin Volant”
(Médico Volante) e “La Jalousie du Barbouillé” (A Ciumeira do Enjoado). Já neles se
nota o enorme talento que veio a consagrar o Mestre: um humor feito de
irreverência, de quebra de preconceitos, de crítica social desbragada, sem filtros,
sem auto-censura. Por isso, foi um quebra-cabeças dramatúrgico resolvido com
prazer.
Que me lembre, é a oitava encenação minha no Gicc Teatro das Beiras. Quer dizer
que já não se trata de amizade, mas de cumplicidade. Digo cumplicidade porque
Teatro é um crime premeditado, cometido em grupo. O veredicto é do público, mas
até lá, somos todos presumidos inocentes. Espero que o público seja também ele
nosso cúmplice ou, pelo menos benevolente.
*Nosocómio: o mesmo que Hospital. Nosocómico: relativo a hospital ou às doenças
que aí se tratam.
[José Carretas]
EQUIPA
Autor José Carretas, a partir de “Médecin Volant” e “La Jalousie du Barbouillé”, de
Molière
Encenação, cenografia e cartaz José Carretas

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Figurinos Margarida Wellenkamp
Música Ambre de Souze, Thyago Mûriere e Jean-Baptiste Lully
Desenho de luz Hâmbar de Sousa
Interpretação Fernando Landeira, Hâmbar de Sousa, Sílvia Morais, Susana
Gouveia e Tiago Moreira
Pintura de cenário Cecília Quaresma e Pedro Sardinha
Confecção de figurinos Alfaiataria Juvenal e Sofia Craveiro
Carpintaria Ivo Cunha
Fotografia de cartaz Fernando Landeira
Produção Celina Gonçalves, Fernando Sena e Luís Mouro

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Segunda, 16 de agosto de 2021
21h30
“O Tio Google” Palmilha Dentada
M/16 | 60 min
SINOPSE
O Google é hoje o depositário do conhecimento. Já não são os livros, onde
a informação se acumulava de forma não organizada e de difícil pesquisa; já não
são os
veneráveis anciãos depositários do saber popular muitas vezes errada ou
imprecisa; já não são os tios, os velhos, ratos de biblioteca, compinchas sabedores,
que tiravam dúvidas.
Hoje a informação está no Tio Goggle, familiar universal, a que todos recorremos à
mínima dúvida, e que frequentemente nos deixa com mais dúvidas que certezas.
A literacia digital tem impacto em diferentes grupos da população – dos mais
jovens aos mais velhos – e está na base do sucesso das fake news que atentam
contra a ordem e a democracia.
EQUIPA
Texto, encenação e direcção plástica Ricardo Alves
Ukulele tocado por Rui Oliveira
Produção Helena Fortuna
Operação técnica Dário Pais
Interpretação Ivo Bastos e Patrícia Queirós

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Terça, 17 de agosto de 2021
21h30
“Electra” Companhia do Chapitô
M/12 | 60 min
SINOPSE
Dança até morrer, porque com a ajuda do irmão mata a mãe, porque a mãe com a
ajuda do amante mata o marido, porque o marido por não ter ventos favoráveis e
sem ajuda de ninguém sacrifica a filha mais velha.

EQUIPA
Criação coletiva Companhia do Chapitô
Direção Claúdia Nóvoa e José Carlos Garcia
Interpretação Jorge Cruz, Susana Nunes, Tiago Viegas
Direção de produção e produção executiva Tânia Melo Rodrigues
Coordenação técnica Paulo Cunha
Sonoplastia Samuel Rodrigues, Sílvio Rosado
Figurinos Glória Mendes
Desenho de luz Samuel Rodrigues
Design gráfico Sílvio Rosado
Fotografia Susana Chicó
Assessoria de imprensa Catarina Beja
Audiovisuais Bruno Gascon, Joana Domingues, Nádia Santos, Simão Anahory
Estagiárias Ariana Silva e Daniela Andana
Agradecimentos especiais António Moraes, ACT – Escola de Actores e toda a
equipa do Chapitô

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Quarta, 18 de agosto de 2021
21h30
“Ao mar” Nicho Associação Cultural | Graeme Pulleyn
M/6 | 70 min

SINOPSE
Dois atores, duas personagens, dois viajantes, aparentemente sem rumo, mas com
um propósito, uma visão de um mundo, em busca de uma forma de viver, de ser. O
sentido está no caminho, nas conquistas e nas derrotas, na luta por uma causa
(mesmo que perdida), no sonho de algo melhor, na barriga cheia (ou vazia) e no dia
que termina numa noite bem dormida.
Dom Quixote e Sancho Pança renascem, viajam de novo. Mas o Cavaleiro da Triste
Figura e o seu fiel braço direito surgem agora numa versão beirã do século XXI e
numa nova odisseia que começa em Almeida, a um tiro de Espanha e termina em
Ílhavo onde o olhar se estende sobre o Oceano Atlântico.
Sem dinheiro para as portagens, nem vontade de viajar em alta velocidade a jornada
leva-os à redescoberta de antigos caminhos e ao prazer quase esquecido da
deslocação com tempo e com um grande objetivo, ver o mar.
Em cada sítio onde param para pernoitar encontram-se com as gentes da terra.
Comem, bebem, confraternizam, apaixonam-se, vivem grandes aventuras.
Inspirado em alguns dos episódios mais emblemáticos do clássico de Cervantes este
é um espetáculo concebido, criado e vivido em andamento … lento.
AoMAR gira à volta desta e outras grandes questões: a forma como nos
relacionamos com o tempo e com o espaço (o nosso e o dos outros), a relação entre
as tão dispersas realidades do interior e do litoral, a memória do passado, os
desafios do presente e o sonho de um amanhã com boa comida e bom tempo.

EQUIPA
Dramaturgia, direção artística e interpretação Graeme Pulleyn
Música e interpretação Ricardo Augusto
Consultoria artística Patrick Murys
Figurinos Filipa Malva
Desenho de luz Cristóvão Cunha
Artistas convidados César Prata, Luís Fernandes e Suzete Marques

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Produção executiva Guida Rolo
Produção Nicho Associação Cultural

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Quinta, 19 de agosto de 2021
21h30
“Mininu” FERNANDO MOTA
M/6 | 45 min

SINOPSE
Era, era? Era certo. Esta é a história de um menino que tinha um sonho. É uma
história de fuga e viagem, desde os campos de arroz e os tambores mandinga de
Gabu aos ritmos da Guiné Conakry, passando por Moscovo, Bissau e Lisboa. O que
tem um menino de fazer para encontrar o seu lugar na vida e no mundo?

Mininu é um espectáculo multi-disciplinar para a infância que utiliza várias
linguagens como o teatro, a literatura, a música, as artes plásticas e o video para
criar um objecto comunicante e universal. Inspirado na cultura guineense, é criado
na sequência de Nha Mininu – projecto que envolveu a recolha de canções
tradicionais infantis em todas regiões da Guiné-Bissau e a produção de um CD com
arranjos originais e a participação de músicos guineenses residentes em Portugal.
Mininu é uma história de viagem e encontro.

EQUIPA
Texto e Direcção Artística Fernando Mota
Co-criação e Interpretação Ana Sofia Paiva, Fernando Mota, Gueladjo Sané e José
Grossinho
Vídeo Mário Melo Costa
Realização Plástica e Adereços Marco Fonseca
Desenho de Luz e Operação técnica Catarina Côdea
Produção e Coordenação Violeta Mandillo
Fotografia de Cena Mário Melo Costa
Propostas Pedagógicas e Ilustrações Margarida Botelho
Fotografia de Cartaz Mário Rainha Campos
Apoio Companhia de Actores

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

Co-produção A Caravana, CCB – Fábrica das Artes, Artemrede, Teatro
Aveirense, Centro das Artes e do Espetáculo / Câmara Municipal de Sever do
Vouga, São Luiz Teatro Municipal

Criação inspirada no projecto de recolha e edição Nha Mininu, no âmbito de “Cultura
i nô balur” – promovido pela FEC – Fundação Fé e Cooperação e parceiros, com o
financiamento da União Europeia, da Misereor e do Camões – Instituto da
Cooperação e da Língua, I.P.

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Sexta, 20 de agosto de 2021
21h30
“A noite de Molly Bloom” ACTA – Companhia de Teatro do Algarve
M/16 | 60 min
SINOPSE
No último capítulo do Ulisses, de Joyce, o senhor Leopold Bloom, depois de
deambular vinte horas por lugares de Dublin regressa a casa a fim de se deitar com
a sua esposa. Pois, deita-se e logo adormece. É durante o sono do senhor Bloom
que a esposa, Molly, desvenda facetas da personalidade dele e da sua própria.
É um solilóquio torrencial, fragmentado, com frases ligadas ininterruptamente
por associações de pensamentos, sonhos e fantasias eróticas que assolam esta
mulher durante a insónia. Debate-se a questão da evidência, ou não, de se tratar
de um discurso com sentido feminista. A nós, interessa-nos sobretudo abordar
esta metáfora de Penélope no plano existencial.

EQUIPA
Autoria a partir do Xviii Capítulo De Ulisses, de James Joyce
Adaptação e Dramaturgia José Sanchis Sinisterra
Tradução José Bento
Encenação Luís Vicente
Espaço Cénico Octávio Oliveira e Luís Vicente
Intérpretes Glória Fernandes e Bruno Martins
Voz off em Avé Maria, de Gounod Lara Martins
Desenho e Operação De Luz Octávio Oliveira
Desenho e Operação De Som Diogo Aleixo
Multimédia João Franck
Assistente de Encenação Constança De Melo
Design Rita Merlin
Assistente de Comunicação Sofia Margarida
Produção Ana Anastácio e Márcia Martinho
Agradecimentos Miguel Seabra/Teatro Meridional; Lara Martins

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

Sábado, 21 de agosto de 2021
10h30
“Qubim” Trupe Fandanga
M/6 | 40 min
SINOPSE
A partir do árabe al-qubbah e do termo arquitetónico alcova, que se refere a um
recesso de um quarto, um lugar recôndito numa parede, geralmente encoberto.
As coisas são o que são até deixarem de o ser.
Uma carrinha vazia é na mesma uma carrinha se está cheia de caixas.
Uma caixa é uma coisa curiosa, não existe sozinha.
Uma carrinha vazia só tem graça enquanto possibilidade de se puder encher… até
ao topo.
SINOPSE
Direção artística Sandra Neves
Criação e manipulação Catarina Falcão e Sandra Neves
Texto e olhar exterior Ricardo Alves
Música original Carlos Adolfo
Desenho de luz Mariana Figueroa
Desenho de som Pedro Ribeiro
Voz off Paulo Calatré
Confecção figurinos Ana Ferreira
Apoio à construção Pascal Bertrand
Babysitter Joana Matos
Produção CRL – Central Elétrica
Coprodução Artemrede, CRL – Central Elétrica, Palmilha Dentada
Agradecimento especial Diana Oliveira, Carmelinda Dias, Teresa Campos e
Marta Figueiroa, Márcia.
A Circolando é uma estrutura financiada por República Portuguesa / Direção Geral
das Artes.

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

21h30
Concerto Galandum Galundaina
M/6 | 60 min
Galandum Galundaina faz parte da genealogia de uma região com um património
cultural único onde a música de raiz tradicional se funde com a língua mirandesa
dando origem a um universo musical singular. O cancioneiro tradicional mirandês
está na base do grupo que com os seus instrumentos recria temas explorando
ritmos, dinâmicas e harmonizações dotados de Contemporaneidade sem esquecer
a memória, não tão distante, do isolamento geográfico e cultural que foi forjando
as caraterísticas identitárias da Terra de Miranda.
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em
2010, para além da atribuição do prémio Megafone, o álbum “Senhor Galandum” foi
reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns
nacionais, tal como o seu antecessor.

FESTIVAL ALTITUDES – 14 a 21 de agosto de 2021
Campo Benfeito, Castro Daire
Teatro do Montemuro

 

14 a 21 de agosto
Intervenção Artística no Espaço Montemuro por Tâmara Alves

Sobre
Tamara Alves tem vindo a construir uma narrativa que celebra de forma crua e
poética a vitalidade das sensações fortes, de um devir animal, da paixão bruta, por
oposição à deliberação racional.
Com base na ideia de que os nossos instintos são aquilo que nos define, a artista
invoca um universo de figuras humanas e animais em interacção com a paisagem
natural e objectos imbuídos de forte carga simbólica que nos convidam a abraçar
os sentimentos como uma força motriz, bravia e indomada. Um universo onde o
amor, sempre o amor (que é ferida, dor, lágrimas, mas não menos prazer, regozijo,
êxtase), pode ser fruto de um impacto, crescendo dentro de nós como uma flor
silvestre.

Festival Altitudes
A proposta visual para a fachada do teatro de Montemuro visa uma homenagem
da história e herança do teatro, assim como um pensar no futuro e em como
valorizamos a nossa fauna e flora. O privilégio da localização na qual a pintura se
irá realizar não pode ignorar um respeito pela paisagem na qual se rodeia.
Somos as flores silvestres, somos a história que contamos, somos os lobos de
passagem, somos um.