Orquestras nacionais sob a ‘batuta’ da CIMfonia percorrem todo o território das Beiras e Serra da Estrela

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Dezenas de concertos em itinerância pelo território das Beiras e Serra da Estrela, de maio de 2021 a outubro de 2022

 

Orquestras nacionais sob a ‘batuta’ da CIMfonia percorrem todo o território das Beiras e Serra da Estrela­­­­­

 

A CIMfonia será o primeiro grande evento de 2021 integrado nos projetos “Festival Cultural da Serra da Estrela, das Beiras e da Raia Histórica”, que visam promover a itinerância cultural no território, dando assim continuidade à iniciativa “Cultura em Rede das Beiras e Serra da Estrela”, criada entre 15 municípios e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE). Ao todo serão 17 concertos itinerantes dirigidos por orquestras nacionais e que irão percorrer todo o território das Beiras e Serra da Estrela e ainda nos Municípios de Aguiar da Beira e Vila Nova de Foz Côa. Paralelemente irão decorrer masterclasses de artes performativas, como a fotografia, a literatura ou a arquitetura.

A CIMfonia é o culminar de todo um trabalho de cooperação e de construção de sinergias entre 15 Municípios e a CIM-BSE numa estratégia clara de afirmação cultural, de visibilidade e notoriedade externa do território e de divulgação de todo o seu potencial turístico e económico constante do projeto geral “Festival Cultural da Serra da Estrela, das Beiras e da Raia Histórica“.

No âmbito da CIMfonia vão estrear 17 concertos dirigidos por orquestras nacionais que poderão ser vistos, em itinerância, nos 15 municípios da CIM-BSE e nos Municípios de Aguiar da Beira e Vila Nova de Foz Côa entre os meses de maio e novembro de 2021. A Orquestra Filarmónica Portuguesa e Raquel Camarinha estreia na Guarda, a 9 de maio, o palco da CIMfonia. No dia 28 de maio será a vez do Toy Ensemble visitar Trancoso; a 10 de junho, em Gouveia, atuam João Barradas e o Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfónica de Gouveia; 20 de junho Belmonte recebe Drumming Grupo de Percussão; 26 de junho, Pinhel conta com a prestação de Júlio Resende, Valéria Carvalho e a Banda Filarmónica de Pinhel; 6 de julho em Figueira de Castelo Rodrigo e dia 30 de julho, em Celorico da Beira, será a vez do concerto da Toy Ensemble; 31 de julho no Fundão atuam Les Secrets des Roys. No mês de agosto a IAN e a Filarmónica de Manteigas marca presença dia 13 em Manteigas; dia 27 em Fornos de Algodres sobem ao palco da CIMfonia Filipe Raposo e Rita Maria e dia 28 Aguiar da Beira recebe Valéria com “Fado Português”. O mês de setembro terá os seguintes concertos: Covilhã recebe dia 4 o maestro Rui Massena; Mêda a 9, Sabugal a 10, Seia a 11 e Vila Nova de Foz Côa a 12 do mesmo mês terão em palco a Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa. O último concerto desta iniciativa acontecerá no dia 21 de novembro em Almeida com a atuação da Rare Folk.

A CIMfonia está diretamente associada à candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027 e ao compromisso conjunto assumido por 18 parceiros, a CIM-BSE, os 15 Municípios da região das Beiras e Serra da Estrela e ainda os Municípios de Vila Nova de Foz Côa e de Aguiar da Beira na implementação de uma estratégia e plano de ação que contribua para fortalecer o posicionamento da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura.

Pretende-se com esta ação projetar a nível nacional e internacional o Território, valorizar a identidade, a memória, a tradição e a história da região e projetá-la para uma dimensão europeia e mundial. Esta programação cultural visa a dinamização de parcerias com agentes e instituições culturais nacionais e internacionais, tendo na base a articulação de uma estratégia cultural que incentive o empreendedorismo, a inclusão social, o património histórico, o turismo, a educação na Região das Beiras e Serra da Estrela.

Paralelamente aos concertos serão dinamizadas masterclasses que irão privilegiar a interligação com outras artes performativas, como a literatura, o paisagismo, a arquitetura, a fotografia, numa vertente elucidativa e pedagógica na preservação do património cultural e histórico.

A “Bolsa Artística para a Itinerância Cultural” assenta num conceito de colaboração e cooperação entre os Municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela que se unem com o desígnio de afirmar a cultura identitária das Beiras e Serra da Estrela. Pretende-se assim projetar os artistas e a cultura local de cada território a uma escala intermunicipal, fomentar a retoma da fruição cultural e turística garantindo o cumprimento das normas emanadas pela DGS, estimular a dinamização da economia e da retoma turística das Beiras e Serra da Estrela.

Estas bolsas artísticas não só visam incrementar a economia local e dar um novo alento aos agentes culturais locais, mas também promover uma maior participação da comunidade na vida cultural, na formação de novos públicos e na itinerância de espectadores que fortalecem os laços comunitários a nível intermunicipal.

Abrange 3 fases: a primeira de promoção e lançamento de um concurso de ideias que decorre entre 17 de maio e 31 de outubro em simultâneo nos 15 Municípios com seleção dos 15 melhores programas/projetos artísticos; a segunda fase para ensaios e preparação dos espetáculos; a última fase de apresentação dos 75 espetáculos, 5 espetáculos por Município.

Para a apresentação dos espetáculos finais, os Municípios selecionaram espaços icónicos e diferenciadores com elevado valor cultural e natural. A presente ação engloba ainda a produção de um documentário, o qual contará com a colaboração dos artistas locais.

Festival Cultural da Serra da Estrela, das Beiras e da Raia Histórica

 

Esta nova Programação Cultural em Rede que pressupõe a itinerância e o intercâmbio cultural de eventos entre os 15 Municípios do território das Beiras e Serra da Estrela surge com o objetivo de continuar e consolidar o trabalho desenvolvido no âmbito da operação “Cultura em Rede das Beiras e Serra da Estrela”. Os Projetos terão início em maio de 2021 e terminarão em de outubro de 2022, tendo assim uma duração de 18 meses.

Assim, numa visão de cooperação e valorização das sinergias constituídas em prol de uma estratégia comum para o território em grande escala, foi possível criar três redes culturais, que agregam os 15 Municípios das Beiras e Serra da Estrela, a saber: o Festival Cultural da Serra da Estrela, o Festival Cultural das Beiras e o Festival Cultural da Raia Histórica. Acredita-se desta forma que cada rede cultural, em permanente articulação com as restantes, tem um potencial acrescido de alavancar mais turistas para o território, construindo propostas culturais e turísticas personalizadas.

Para cada Rede Cultural está associado um investimento total de 299.628,00€, comparticipado nos primeiros 12 meses a 100% e nos restantes 6 meses a 95%.

Os Festival Cultural da Serra da Estrela, Festival Cultural das Beiras e Festival Cultural da Raia Histórica são cofinanciados pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.