Museu do Caramulo lança programa de compensação de emissões de carbono

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O Museu do Caramulo, no concelho de Tondela, lançou um programa de compensação de emissões de carbono, chamado Zerar, e que se destina aos proprietários de automóveis clássicos e desportivos que queiram fazer um uso responsável dos seus veículos.

“A sustentabilidade é, cada vez mais, colocada no centro de tudo o que fazemos e a utilização de automóveis, sejam eles clássicos ou de competição, não deve ser uma exceção, principalmente se queremos que estas atividades se prolonguem no futuro”, justificou a direção do Museu do Caramulo, numa nota enviada à agência Lusa.

A compensação das emissões é feita através do site www.zerar.pt, no qual os proprietários podem adquirir os créditos de carbono necessários para anular a utilização de um veículo ao longo do ano.

Para isso, o Zerar disponibiliza um simulador que indica as emissões geradas por tipo de veículo e quilómetros percorridos ao longo de um ano.

“Temos todos que desempenhar o nosso papel, se queremos atingir as metas de descarbonização propostas, e o público em geral até já está bastante consciente desta tendência, mas muitas vezes não é claro como é que pode ou deve ser feito”, considerou a direção do museu, que tem entre as suas coleções uma de automóveis, motos e bicicletas.

Segundo o Museu do Caramulo, “o programa Zerar serve exatamente para facilitar e democratizar estes processos, assim como para conferir paz de espírito aos proprietários que querem desfrutar dos seus clássicos ou desportivos, de forma responsável e sustentável, nas suas deslocações ou provas”.

Para desenvolver este programa, o Museu do Caramulo associou-se à Net-Hero, uma organização inglesa especializada na aquisição e negociação de carbono

“O programa Zerar selecionou os melhores projetos a serem financiados, permitindo, assim, garantir que cada crédito de carbono adquirido representa efetivamente uma tonelada de dióxido de carbono que é removida da atmosfera”, explicou.

No seu entender, o papel dos créditos de carbono de elevada qualidade é “uma ferramenta essencial para a redução de carbono até 2030 e chegar à compensação total até 2050”.

O Museu do Caramulo lembrou ainda que, “no cumprimento do disposto no Acordo de Paris, o planeta deve rapidamente reduzir as suas emissões de forma a limitar o aquecimento global a 1,5 graus celsius, tendo como referência os níveis pré-industriais”.