Só a unanimidade serve as populações servidas pela Estrada Nacional 225

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A deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, da Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, esteve , dia 21 de fevereiro, na EN225 para constatar no local o estado em que se encontra este eixo.

Dia 26, é debatida a petição pela “Requalificação Urgente da EN225” e, no dia 28, só a unanimidade nas votações das propostas apresentadas no sentido da requalificação desta estrada é aceitável, dado o estado de degradação e de abandono daquele troço.

Não será admissível que os deputados eleitos pelo distrito, sejam do PS ou do PSD, se refugiem atrás de um voto favorável às propostas se todo o restante partido não votar favoravelmente. É altura para a unidade, antes que aconteça um acidente grave.

O Bloco de Esquerda desafia assim todos os partidos a aprovarem as propostas que vão no sentido da requalificação urgente deste eixo que liga Castelo de Paiva, Arouca, Cinfães, Castro Daire e Vila Nova de Paiva, como é o Projecto de Resolução do Bloco.. Não bastam declarações de apoio à causa, é preciso uma grande mensagem de unanimidade.

É preciso toda a pressão junto do governo para que as obras avancem. Segundo informações que nos chegaram, o projeto de requalificação daquela via estará pronto, apenas precisas que as verbas sejam disponibilizadas.

Soubemos hoje, através do Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, Paulo Almeida, que foi prometido ao município a abertura do concurso para a obra para o fim do ano passado ou início de 2020.

Esta estrada encontra-se num estado deplorável e a qualquer altura pode haver um desabamento de terras, capaz de arrastar carros e até os transportes escolares, como aconteceu recentemente na Estrada Nacional 2, também naquele concelho, com um deslizamento de terra que arrastou uma máquina pesada de trabalho e um trabalhador do município, retirando a vida a este.

Há zonas onde as terras que resvalaram para a estrada ocupam uma das duas vias de trânsito. Num dos locais que vimos ontem, os destroços obrigam os automobilistas a atravessar risco contínuo numa subida em curva e contracurva, sem que haja sinalização a alertar os condutores para esse facto. O piso está de tal forma degradado que o relato de todos os utentes que ouvimos hoje é o de elevadas despesas de manutenção dos seus automóveis e o receio do risco que é conduzir diariamente nesta zona.

 

Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda