“Programa!Ação”: Rever o Passado, Hoje

277

O ciclo “Programa!Ação”, que serve de antecâmara ao Festival Caminhos do Cinema Português, viaja até ao início de carreira de reputados cineastas nacionais, revisitando as suas primeiras produções. Além de Coimbra, o ciclo é também recebido pelas cidades de Leiria, Covilhã e Lisboa.

Para a organização do Festival, a linha que separa o cinema produzido num enquadramento profissional do produzido em contexto académico é “cada vez mais ténue”. Qualidade, originalidade e capacidade de surpreender são, por isso, características comuns a um e a outro. Ainda assim, o contacto com as experimentações mais preliminares daqueles que são, hoje, realizadores aclamados representa uma oportunidade de “ver a semente que germina, as novas formas de olhar o cinema e o mundo”.

“Clandestino”, de Bruno Cabral, e “The Art of Moving”, de Liliana Marinho de Sousa, são as películas que assinalam o retomar do ciclo “Programa!Ação”, no dia 27 de outubro, em Coimbra e na Covilhã. Se o primeiro filme retrata a espera de um imigrante cuja esposa se viu envolta no drama do tráfico de mulheres, o segundo é protagonizado por um grupo de amigos sírios que, a partir da Turquia, dinamiza um programa online satírico anti-ISIS.

Por seu lado, o dia 29 de outubro reserva uma série de curtas-metragens. “Children, Madonna and Child, Death and Transfiguration”, de Ricardo Vieira Lisboa, “We Are Desperate”, de Joana Maria Sousa, “Aurora”, de Carlota Flor, “José”, de João Monteiro, e “Ico”, de Patrícia Vidal Delgado, são as obras escolhidas.

Já no mês de novembro e apenas em Coimbra, a sessão de dia 3 exibe “Rabo Negro”, de Tiago Silva, “Quem Me Dera Ter uma Câmara em vez de uma Mosca”, de Cláudia Santos, “Terra Fértil”, de Sérgio Ferreira, e “Cantos, Cantedos e Cantarolas”, resultado da parceira entre Maria do João Rosário e João Valentim.

“Um Punk Chamado Ribas”, retrato e homenagem de Paulo Antunes ao músico João Ribas, é o último dos filmes a ser exibido em Coimbra pelo ciclo “Programa!Ação”. A iniciativa ruma depois a Lisboa, carregando na bagagem os filmes que, parafraseando um dos títulos de James Joyce, oferecerão um fiel retrato dos cineastas quando jovens.

A entrada é livre para os sócios das entidades organizadoras e para os estudantes da Universidade de Coimbra e da Universidade da Beira Interior.


Programação Completa:


Coimbra, Mini-Auditório Salgado Zenha (AAC), 21h45 & Covilhã, Anfiteatro 2.12. (UBI), 17h30

27 de outubro
“Clandestino”, Bruno Cabral 15’
“The Art of Moving”, Liliana Marinho de Sousa 88’
       
28 de outubro
“Children, Madonna and Child, Death and Transfiguration”, Ricardo Vieira Lisboa 8’
“We Are Desperate”, Joana Maria Sousa 15’
“Aurora”, Carlota Flor 12’
“José”, João Monteiro 14’
“Ico”, Patrícia Vidal Delgado 15’

Coimbra, Mini-Auditório Salgado Zenha (AAC), 21h45

3 de novembro
“Rabo Negro”, Tiago Silva 26’
“Quem Me Dera Ter uma Câmara em vez de uma Mosca”, Cláudia Santos 13’
“Terra Fértil”, Sérgio Ferreira 8’
“Cantos, Cantedos e Cantarolas”, Maria do João Rosário e João Valentim 25’

Coimbra, 21h45

5 de novembro

“Um Punk Chamado Ribas”, Paulo Antunes 107’

Lisboa, Sala Sala M. Félix Ribeiro – Cinemateca, 19h

6 de novembro

“Ode à Infância”, Luís Vital e João Monteiro 7’18”
“Quem Me Dera Ter uma Câmara em vez de uma Mosca”, Cláudia Santos 13’
“La Llorona”, Rosana Cuellar 28’28”
“Day Release”, Martin Winter 35’