O Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo apoia artistas para novas criações

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Oito artistas e um coletivo emergentes vão beneficiar de bolsas da estrutura cultural O Espaço do Tempo, de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, para novas criações na área das artes performativas, num montante global de 100 mil euros.

A performer Analu (Ana Luísa Gouveia Caldeira), o bailarino e coreógrafo Bruno Alexandre, o performer e artista plástico Carlos Azeredo Mesquita, a atriz Catarina Rôlo Salgueiro e o ator e encenador Diogo Freitas são alguns dos contemplados, divulgou hoje O Espaço do Tempo.

Também foram escolhidos a criadora, dramaturga e atriz Keli Freitas, a coreógrafa e bailarina Piny (Anaísa Lopes) e o coreógrafo e bailarino Renan Martins e o coletivo Bestiário.

Segundo a estrutura cultural, com sede em Montemor-o-Novo, o novo programa “Bolsas de Criação na área das Artes Performativas”, cujo prazo para a apresentação de candidaturas decorreu durante todo o mês de outubro, foi lançado com o apoio do BPI e da Fundação “la Caixa”.

A atribuição destas bolsas, com um “montante global de 100 mil euros”, representa “um estímulo à criação nas áreas da dança, teatro, performance e cruzamentos disciplinares”, indicou, em comunicado, a estrutura criada pelo coreógrafo Rui Horta.

O Espaço do Tempo realçou que o principal objetivo da iniciativa é “aumentar as oportunidades de apoio à emergência artística no domínio da dança, teatro, performance e cruzamentos disciplinares” e contribuir também nestas áreas para “a sustentabilidade do percurso de criadores e projetos”.

“Num momento em que a classe artística enfrenta uma crise sem precedentes devido à pandemia, é essencial não baixar os braços e continuar a incentivar a experimentação, a emergência de novas linguagens cénicas e apoiar a renovação do tecido criativo nacional”, sublinhou.

Para esta estrutura cultural, “os criadores emergentes são também dos mais precários”, sendo, por isso, “essencial contribuir para que continuem a criar e a realizar o seu papel importantíssimo nas artes e na sociedade”.

O programa incluiu um concurso para sete bolsas de 10 mil euros para criadores emergentes, com um máximo de três obras já realizadas, e duas bolsas de 15 mil euros para criadores pós-emergentes, com quatro ou mais obras igualmente já realizadas, ao qual foram apresentadas 321 candidaturas.

Os vencedores foram escolhidos por um júri constituído por Patrícia Portela (autora e diretora artística do Teatro Viriato), Rui Horta (coreógrafo e diretor artístico de O Espaço do Tempo), Cláudia Galhós (escritora e jornalista), John Romão (encenador e diretor artístico da BoCA Bienal) e Magda Bizarro (assessora artística do Teatro Nacional D. Maria II).

Aos montantes das bolsas, de acordo com os promotores, junta-se “sempre que possível” o acolhimento em residência dos projetos selecionados na estrutura O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, e no Teatro Viriato, em Viseu.