Espaço Miguel Torga recebe exposição ” Doiro Retratado” de Amândio Silva

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O Espaço Miguel Torga vai receber, na sua Sala de Exposições Temporárias, a exposição ” Doiro Retratado” de Amândio Silva.

 

A abertura da exposição decorre no dia 22 de maio, pelas 17h00, e assinala o início de um período, até 15 de agosto de 2021, em que esta estará patente no Espaço.

Esta exposição presta homenagem ao pintor Amândio Silva, falecido em 2000 e conta com mais de cinquenta trabalhos do Artista, cuja temática é o Douro, tema com uma presença muito intensa na sua Obra. A mostra está dividida em cinco temáticas: cenas do quotidiano, paisagem, retrato, rogas e vindimas. O Catálogo tem ainda um ensaio crítico de Laura Castro, o design de João Borges e a curadoria do neto do Pintor, o arquiteto Adalberto Silva Dias.

A cerimónia de abertura e a visitação à exposição, durante o período vigente da mesma, tem entrada livre, mas limitada à lotação permitida no Espaço Miguel Torga segundo as normas da Direção Geral da Saúde.

“Sei que o entusiasmo que em ti cresceu pela paisagem, das muitas caminhadas e escaladas nos montes do Douro, muito se deveram às longas temporadas que passaste em Forjão, na zona de Baião, em casa da família da tua primeira mulher, Lucinda, minha Avó. “Porque aí a montanha é majestosa e entra na alma num contacto diário e íntimo, o pintor responde, a princípio em aguarelas e guaches paisagísticos” (Lucinda de Araújo, 2006). Não só te sentiste apaixonado pelos montes, mas também pelos cenários do quotidiano dos homens e mulheres que lá trabalhavam – as vindimas, os vindimadores, as rogas ou mesmo as barcas que faziam a perigosa travessia entre as margens do Rio Douro (Barca do Bestança), todos retratados com fortes explosões de cor por entre óleos, guaches, aguarelas e técnicas mistas. Assim, decidiu-se organizar a exposição por estes temas por ti retratados.

A tua Obra é o mais bonito testemunho que nos podias deixar, através dela conhecemos o Homem Pintor e o seu mundo retratado através da essência que dele extraíste.”

Adalberto Silva Dias