Douro espera 150 pilotos de 40 nacionalidades na etapa do Mundial de enduro

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Peso da Régua e Armamar recebem a segunda etapa do campeonato do mundo de enduro, entre 13 e 15 de maio, quando são esperados cerca de 150 motards de 40 nacionalidades.

Após 10 anos a receber a prova nacional, a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) lançou o desafio ao Clube Natureza Extreme para organizar uma prova do mundial que se repartirá entre a cidade do Peso da Régua (distrito de Vila Real) e a vila de Armamar (distrito de Viseu).

Depois do arranque em Espanha, já no próximo fim de semana, o Douro acolhe a segunda ronda pontuável para o EnduroGP, o Mundial de enduro de 2022.

Além dos cerca de 150 pilotos inscritos, provenientes de 40 nacionalidades, são esperadas à volta de “mil pessoas” no ‘paddock’, das equipas, técnicos e organização, segundo Filipe Sampaio, presidente do Clube Natureza Extreme.

“Os hotéis já estão cheios para esse fim de semana. Os pilotos e a logística começam a chegar no dia 09 e ficam na região durante uma semana a fazer o reconhecimento das pistas, os preparativos e montagem de estruturas. Vai ser um evento muito grande”, afirmou.

Ao longo dos três dias de competição são esperados entre “10 mil a 15 mil” visitantes e o ‘paddock’ é aberto ao público.

“Sou ex-piloto, depois dediquei-me à organização do campeonato nacional e o nosso objetivo já era trazer uma prova internacional”, salientou Filipe Sampaio.

Tendo como “centro nevrálgico” o Parque Multiúsos da Régua, a prova contará com um percurso com aproximadamente 65 quilómetros de extensão e quatro especiais, que serão cumpridas três vezes por dia.

A Enduro-Test decorrerá em Fontelo – São Domingos, a Cross-Test e Extreme ficarão em Armamar e a Super-Test, situada no Clube de Caça e Pesca do Alto Douro (Peso da Régua), será o palco de abertura na sexta-feira, mas também receberá todos os pilotos no final de cada volta nos dias de sábado e domingo.

A prova internacional é organizada em conjunto com os dois municípios durienses.

O presidente da Câmara da Régua, José Manuel Gonçalves, disse à agência Lusa que este é um evento “já ambicionado há algum tempo” e que, na sua opinião, “vai mexer” com a economia, a nível da restauração, hotelaria e comércio, nos dois municípios e concelhos limítrofes.

“São eventos da região e que trazem mais valias para todo o território”, frisou.

O presidente da Câmara de Armamar, João Paulo Fonseca, disse esperar que esta seja “a primeira de muitas edições” da competição no Douro.

“Serve, acima de tudo, para promover a modalidade, mas também a região”, salientou o autarca que lembrou que a prova vai ter transmissão televisiva em vários países.

Esta é, frisou, “mais uma forma de promover esta região” já conhecida pelos vinhos e pelo Património Mundial da Humanidade da UNESCO.

“Traz com certeza um retorno direto para a região, quer em termos de alojamento local, hotelaria, restauração e do comércio local, mas traz também um retorno indireto enquanto forma de a promover também a uma escala mundial”, afirmou João Paulo Fonseca.

Depois da Régua e Armamar, o Mundial de enduro prossegue em Itália, regressando a Portugal em julho, para a quarta etapa, no concelho de Coimbra, em Souselas, e termina em outubro na Alemanha.