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Ao contrário do que se vem a dizer há dinheiro para gastar com administradores. A avaliar pelas circunstâncias parece que estava tudo enganado. Se não vejamos: a Sub-região de Saúde de Viseu vai ser extinta para dar lugar a três, triplicando as despesas (imagine-se o que não será pelo paÃs, uma vez que os critérios a aplicar serão os mesmos…). De acordo com proposta da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) os ‘Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) são os seguintes: Viseu, Lafões e Dão.
O núcleo de Viseu (cidade) incluirá os Centros de Saúde I, II e III; o de Lafões, as unidades de Aguiar da Beira, Castro Daire, Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul, Sátão, Vila Nova de Paiva e Vouzela e no do Dão, fica Carregal do Sal, Mangualde, Mortágua, Nelas, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão e Tondela. Os utentes apenas sentirão os efeitos da mudança quando começarem a funcionar as acções de saúde comunitárias, direccionadas aos grupos desfavorecidos. Criados em Diário da República a 22 de Fevereiro do ano passado, os ACES são serviços públicos de saúde com autonomia administrativa. A missão é a de garantir a prestação de cuidados de saúde primários à população de determinada área geográfica. José Carlos Almeida, que vem da Sub-região para liderar o Agrupamento de Viseu, disse que esta é ‘uma alteração para melhor, porque ficam áreas mais pequenas e, por isso, também mais próximas e mais funcionais’. José Craveiro assumirá a direcção executiva do ACES do Dão e Mercedes Figueiredo, a ACES de Lafões. Quer dizer, na prática, foram criados mais cargos (já há quem diga ‘tachos’). Quando tudo apregoa a crise esta forma de eliminar uma chefia para criar três será, no mÃnimo, ‘exemplar’… Poucos se aventurariam a falar em crise com medidas desta natureza. Pelo menos para já. Os ACES que entrarão em funcionamento, proporcionarão mais 74 (…) nomeações de novos directores executivos. Um ‘absurdo’. Estas nomeações mereceram fortes crÃticas do PSD, que, em Outubro de 2008, acusou o Governo de ter criado mais de 500 nomeações polÃticas e quadruplicado os gastos administrativos com a legislação que reorganiza os centros de saúde, chegando a exigir a suspensão do processo. Já agora questiona-se para quando está previsto o arranque das obras das Unidades de Saúde Familiar de Viseu, Orgens e Rio de Loba.
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