O corpo de Carina Ferreira, a jovem desaparecida em Lamego há mais de um mês, foi encontrado, no dia 07 de Junho, numa ribanceira junto à A24, entre Lamego e Régua.
De acordo com a Polícia Judiciária, todos os indícios apontam para que a jovem de 21 anos tenha sofrido um acidente de viação.
Carina Ferreira estava desaparecida desde o dia 01 de Maio, altura em que saiu de casa (em Lamego), no seu Peugeot 106 vermelho, em direcção a Régua, onde trabalhava.
Desde então vinha sendo procurada pela Polícia Judiciária, amigos e familiaresm, acabando por ser encontrada mais de um mês depois, no fundo de uma ribanceira com cerca de 30 metros, entre Lamego e a Régua junto a um túnel.
Helena Monteiro, coordenadora da PJ Porto, disse aos jornalistas que acompanharam as operações de resgate do corpo de Carina e da viatura, que “todos os indicadores levam a crer que foi um acidente”, adiantando que a jovem, de 21 anos, se encontrava no interior da viatura, com o cinto posto.
O carro, um Peugeot vermelho, foi encontrado numa zona de difícil acesso, debaixo de alguma vegetação, o que terá impedido que tivesse sido localizado numa busca aérea realizada naquela zona com o apoio da Protecção Civil.
Inconformada com o resultado das buscas, a PJ “decidiu ver melhor uma zona de silvado e com mais persistência foram recolhidos indícios de que a viatura poderia estar por debaixo da vegetação”.
Segundo Helena Monteiro, a PJ trabalhou desde o início “admitindo todas as possibilidades, já que se tratava de uma pessoa desaparecida”.
“Ponderámos a possibilidade de ser um desaparecimento voluntário, ou porque pretendia sair do ambiente em que vivia ou por eventual suicídio”, referiu.
A outra hipótese que surgiu, adiantou, foi a de “um desaparecimento involuntário, (em que Carina tivesse sido) vítima de um acidente ou de um crime”.
Afastada a possibilidade do desaparecimento voluntário, “estávamos a trabalhar em duas frentes, no desaparecimento involuntário, e acabámos por verificar que foi um acidente”, sustentou.
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