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Dando sequência ao um ciclo de iniciativas temáticas, visando a promoção do conhecimento em turismo e do território regional, decorreu, nas instalações do Solar do Vinho do Dão, o Workshop Vinhos do Dão – 100 Anos de História, da responsabilidade do Turismo Centro de Portugal (TCP) e da Comissão VitivinÃcola Regional do Dão (CVRD).
No workshop reflectiu-se sobre o contexto actual do sector, potencialidades enoturÃsticas da região e estratégias de cooperação, analisando-se a promoção de modelos turÃsticos qualitativos assentes em produtos inovadores. No desenvolvimento dos trabalhos foram observados momentos distintos repartidos em sessões informativas e práticas. As potencialidades enoturÃsticas da Região Demarcada do Dão e as estratégias de cooperação para dar maior visibilidade a esta região foram alguns dos tópicos em debate, afirmando-se que o Vinho do Dão é um dos oito produtos ‘âncora’ do TCP, perfilando-se, a par do termalismo, como uma das apostas fortes deste organismo nos próximos três anos.
Como Pedro Machado, presidente do TCP, deixou claro, ‘queremos reforçar e referenciar este produto’ com eventos e acções até 2012. ‘Os vinhos têm a capacidade de levar consigo o nome do destino turÃstico, da região e de outros produtos como é o caso da gastronomia’. As Adegas Cooperativas têm também papel importante a desempenhar no sector. Daà que o presidente do TCP tenha ainda desafiado estas instituições a abrirem as suas portas, recomendando um trabalho em rede, no sentido de que os hotéis possam incluir nas suas ofertas turÃsticas visitas a estas instituições. Pedro Machado concretizou que o ‘ano de 2010 vai ser para chamar a atenção para a fileira dos vinhos’.
O presidente da Comissão VitivinÃcola Regional do Dão (CVRD), Valdemar Freitas, disse, por sua vez, que ‘faz todo o sentido falar em enoturismo’. Aliás, ‘temos consciência de que o turismo está a ter um crescimento de 12 % ao ano e que este é um sector que tem de ser aproveitado’. Admitiu que o Dão ‘acordou tarde’, mas ainda a tempo de acertar o passo. Os 100 anos da CVRD, comemorados no ano passado, serviram, na perspectiva de Valdemar de Freitas, para ‘reforçar a ideia de que os vinhos da região são sinónimo de qualidade’, deixando ‘os especialistas e os consumidores estão cada vez mais curiosos com o vinho do Dão’, fruto da sua qualidade e do trabalho desenvolvido.
A Região Demarcada do Dão produz cerca de 50 milhões de litros de vinho, dos quais 40 a 50 % são susceptÃveis de obterem a Denominação de Origem. Para já, o presidente da Comissão VitivinÃcola Regional do Dão (CVRD) apelou para que ‘não se repitam os erros do passado’. O Dão deve diferenciar-se pela ‘qualidade’ e não ‘pelo volume’, na medida em que ‘é necessário aproveitar a janela de oportunidade que se abriu’. Através dela, ‘nos últimos meses, os vinhos do Dão têm andado na boca do mundo e pelas boas razões. No final do Workshop Vinhos do Dão – 100 Anos de História, que terminou com uma prova de vinhos, Adriano Azevedo da Comissão de Turismo, destacou a importância de encontros desta natureza.
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